quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Quase tudo o vento levou

 



Casa Comum, 20 de Dezembro de 1939



Podíamo estar hoje a festejar com champagne, num jantar no Tavares Rico, para  festejar a morte de Hitler, no caso do plano Valquíria ter sido bem sucedido.

Gizado por alguns militares que, descontentes com a política de Hitler se uniram para tentar matá-lo. Quem liderava o plano era o Coronel Claus Von Stauffenberg. que pretendia levar para uma reunião de costume, onde se fazia a análise da situação da guerra, duas bombas inglesas numa maleta.

Tentaria ficar o mais próximo possível de Hitler e depois de acionadas as bombas, teriam cerca de 15 minutos para saír do local, antes da explosão.

Se o plano desse certo, a informação da morte de Hitler deveria ser passada para Berlin, para que o QG fosse isolado.

Uma antecipação ao horário da reunião, perturbou a armação do duplo engenho explosivo o que acabou fazendo com que ele não tivesse tempo de armar a segunda bomba, que ao explodir e porque a mudança de local dum bunker, para uma sala aberta, alterou as condições de impacto, não tenha obtido o efeito pretendido, causar a morte do ditador, que acabou por escapar apenas com ferimentos ligeiros.

Adie se pois a comemoração, enquanto infelizmente a guerra continua.

Em primeira mão lhe falo dum filme de Vitor Fleming, que me contaram estreou há dias em Atlanta e se aguarda a estreia em Lisboa com muita expectativa.

As filmagens principais começaram em 26 de Janeiro de 1939 e terminaram 5 meses depois, em 27 de Junho. Este filme é, talvez, o melhor exemplo de como o cinema é um processo colectivo, já que teve vários realizadores. George Cukor foi o primeiro a trabalhar no filme, mas foi substituído após três semanas de filmagens porque Clark Gable não estava satisfeito com o seu trabalho. 

Cukor foi substituido por Victor Fleming, que realizou 45% do filme e é creditado como realizador na ficha técnica (Cukor continuou a trabalhar no filme como “tutor” de Leigh e de Havilland). A meio das filmagens Fleming teve um esgotamento e foi substituido, durante duas semanas, por Sam Wood.


 Hoje vamos ouvir Shosyakovitch na sinfonia nº12 em ré menor

A música de Wagner será eterna, mesmo sendo a preferida de Hitler

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